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BRASIL APÓS 38 ANOS

Mulher é resgatada após conviver por 38 anos em regime análogo à escravidão

A diarista trabalhou primeiro para a matriarca da família e depois para o filho, que é professor universitário. No dia 27 de novembro ela foi resgatada do apartamento, no Centro da cidade.

21/12/2020 13h41 Atualizada há 1 mês
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Por: Jaguariaiva em foco Fonte: G1
Mulher é resgatada após conviver por 38 anos em regime análogo à escravidão

 

Depois de viver por 38 anos em condições análogas à escravidão, uma mulher em Patos de Minas foi resgatada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Federal.

Neste domingo (20), o Fantástico contou a história de Madalena Gordiano, que trabalhou desde os 8 anos na casa da família Milagres Rigueira, na cidade do Alto Paranaíba. O advogado de defesa se posicionou sobre o assunto.

Segundo apurado pela reportagem, a diarista, que é negra e não terminou os estudos, morava na casa dos patrões, não tinha registro em carteira, nem salário mínimo garantido ou descanso semanal remunerado.

Segundo o auditor fiscal Humberto Moteiro Camasmie, ela dormia em um quarto pequeno e sem janelas. "Era um quarto com menos de 3 metros de comprimento por 2 de largura, abafado e sem ventilação".

A diarista trabalhou primeiro para a matriarca da família e depois para o filho, que é professor universitário. No dia 27 de novembro ela foi resgatada do apartamento, no Centro da cidade, e agora está em um abrigo para mulheres vítimas de violência.

Segundo o MPT, os responsáveis são investigados por submeter uma pessoa à condição de trabalho análogo ao escravo e tráfico de pessoa. Também podem responder por apropriação indébita e a pena pode chegar a 20 anos de prisão.

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