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CULTURA Consciência Negra

MAR recebe comitiva real da Nigéria na comemoração da Consciência Negra

As celebrações começam com o cortejo dos Filhos de Gandhi, que contará com reis e príncipes da Nigéria. A intenção é estreitar relações que facilitem o intercâmbio cultural entre os dois países conectados por laços fraternais há séculos.

18/11/2021 17h43 Atualizada há 1 semana
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Por: Jaguariaiva em foco Fonte: Museu de Arte do Rio
MAR recebe comitiva real da Nigéria na comemoração da Consciência Negra

 

As comemorações da Semana da Consciência Negra no Museu de Arte do Rio contarão com o projeto “Tesouros dos Nossos Ancestrais”, uma iniciativa do Instituto Casa Herança de Oduduwa, para estabelecer uma conexão entre o Brasil e o continente africano, mais precisamente a Nigéria. A intenção é estreitar relações e construir pontes que facilitem o intercâmbio cultural e econômico entre estes dois países conectados por laços fraternais há séculos. 

A celebração começa nesta sexta-feira, 19, às 15h. Os Filhos de Gandhi farão um cortejo que sairá do Cais do Valongo até o pilotis do MAR. A partir das 15h30, eles prometem agitar o público com o ritmo afoxé que alegra o Carnaval carioca desde 1951. As apresentações de música, arte e dança vão saudar a comitiva real do Palácio de Ifé que, representando Sua Majestade Imperial, está no Brasil para preparar a segunda visita do rei Ooni de Ifé em março de 2022. O projeto “Tesouros dos Nossos Ancestrais" é o pré-lançamento do programa Back To Home, que é um caminho de reaglutinação de famílias que foram dissolvidas por força do tráfico negreiro. 

No fim de semana, o MAR continua com a programação da Consciência Negra. No sábado, o projeto BaObazinhO, da escritora Juliana Correia, desembarca no museu para livres adaptações de contos da tradição oral de diferentes grupos étnicos do continente africano. As crianças vão ter a oportunidade de fazer um passeio lúdico por memórias e saberes ancestrais muito presentes no Brasil. A atividade é gratuita e acontece às 14h na exposição "YORÙBÁIANO", de Ayrson Heráclito, em diálogo com as histórias de criação do mundo a partir dos orixás e suas comidas sagradas. Uma das últimas tradições africanas a ser implementada no Brasil da diáspora, a cultura Yorubá chegou ao país no século XIX, por meio dos povos da África Subsaariana formados por reis e rainhas, lideranças espirituais e políticas, que permaneceram como fontes de saberes ancestrais e detentores de diversas tecnologias. Os interessados devem fazer inscrição através das redes sociais do Museu de Arte do Rio.

Ainda no sábado, o projeto "Tambor de Cumba - Roda de danças afro-brasileiras" realiza uma apresentação gratuita no pilotis do museu a partir das 15h30. Também acontece uma roda de conversa sobre a importância de promover as tradições culturais de matriz africana, de modo que a cultura negra sirva de ferramenta de empoderamento e integração social através das artes.

No domingo, a Resenha Baile Black Bom será das 14h às 20h. Criado em 2013, o Baile Black Bom é uma ocupação cultural do espaço urbano para a valorização da cultura negra na Pedra do Sal, na Região Portuária do Rio de Janeiro. O baile propõe uma viagem no tempo da Black Music com releituras dos maiores clássicos do gênero, desde o soul dos anos 70 até o hip hop contemporâneo interpretados pela banda Consciência Tranquila. Nas picapes, DJ Flash comanda a pista com o melhor do charme e Hip Hop pra galera do passinho dançar. O projeto arrasta multidões mensalmente levando cultura gratuita para as ruas do Rio de Janeiro. A atração no pilotis do MAR é sujeita a lotação e a capacidade máxima é de 500 pessoas.

O Museu de Arte do Rio

Iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Museu de Arte do Rio passou a ser gerido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) desde janeiro deste ano, apoiando as programações expositivas e educativas do MAR a partir de um conjunto amplo de atividades para os próximos anos. “A OEI é um organismo internacional de cooperação que tem na cultura, na educação e na ciência os seus mandatos institucionais, desde sua fundação em 1949. 

O Museu de Arte do Rio, para a OEI, representa um instrumento de fortalecimento do acesso à cultura, intimamente relacionado com o território, além de contribuir para a formação nas artes, tendo no Rio de Janeiro, por meio da sua história e suas expressões, a matéria-prima para o nosso trabalho”, comenta Raphael Callou, diretor e chefe da representação da OEI no Brasil.

Após o início das atividades em 2021, a OEI e o Instituto Odeon celebraram parceria com o intuito de fortalecer as ações desenvolvidas no museu, conjugando esforços e revigorando o impacto cultural e educativo do MAR, onde o Odeon passa a auxiliar na correalização da programação.

O Museu de Arte do Rio tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor, a Equinor como patrocinadora master e a Bradesco Seguros como patrocinadora, todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A Escola do Olhar conta com o apoio do Itaú, da Machado Meyer Advogados e da Icatu Seguros via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, é também patrocinada pelo Grupo GPS, RIOgaleão, ICTSI Rio Brasil, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e HIG Capital. O Instituto Olga Kos patrocina os recursos de acessibilidade do MAR.

O MAR conta ainda com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e realização da Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e do Governo Federal do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 Mais informações em www.museudeartedorio.org.br

Serviço:

#MARapresenta: fim de semana da Consciência Negra

No pilotis do Museu de Arte do Rio - MAR

Praça Mauá, 5 - Centro

Atividades gratuitas

Sexta (19), às 15h30

- Filhos de Gandhi

Sábado (20), a partir das 14h

- Contação de histórias: BaObazinhO

- Tambor de Cumba - roda de danças afro-brasileiras

Domingo (21), às 14h

- Resenha Baile Black Bom

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