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Carne de cavalo em hamburguerias leva seis para a prisão em Caxias do Sul (RS)

Ainda não está claro se as hamburguerias sabiam a procedência da carne, ou se eram vítimas do esquema, comprando carne equina como se fosse de gado.

19/11/2021 09h59
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Por: Jaguariaiva em foco
Carne de cavalo em hamburguerias leva seis para a prisão em Caxias do Sul (RS)

 

Uma operação do Gaeco investiga um grupo suspeito de vender carne de cavalo como se fosse de boi para hamburgueiras de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. De acordo com o Ministério Público, 60% dos estabelecimentos que vendem hambúrguer no município tinham o abatedouro suspeito como fornecedor.

Nesta quinta-feira (18), agentes do Gaeco cumpriram seis mandados de prisão preventiva, quando não há prazo para soltura. Além disso, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão. A expectativa era apreender documentos e celulares que ampliem o leque da investigação.

Ainda não está claro se as hamburguerias sabiam a procedência da carne, ou se eram vítimas do esquema, comprando carne equina como se fosse de gado.

De acordo com as informações preliminares, o grupo suspeito abastecia estabelecimentos de Caixas do Sul com grandes quantidades de carne em forma de bife e hambúrguer. O produto tinha origem no abate clandestino de cavalos e equinos.

Perícias realizadas em hambúrgueres vendidos em duas lanchonetes encontraram a presença de DNA de cavalo na carne vendida como se fosse de boi. O MP suspeita que a carne vendida aos estabelecimentos também eram misturadas com carnes de suíno e peru.

“Eram distribuídos em torno de 800 kg semanais”, disse o coordenador do Gaeco Alcindo Luz Bastos da Silva Filho. O Ministério Público do Rio Grande do Sul começou a investigar o caso após denúncia da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Caxias do Sul.

Além de vender carne de cavalo como se fosse de gado, proveniente de abates clandestinos de equinos, o grupo alvo da operação do Gaeco também é investigado por alimentar os porcos com restos de comida de restaurantes.

De acordo com o MP do Rio Grande do Sul, o abatedouro não tinha autorização para o abate ou venda de qualquer tipo de animal. Por isso, todas as atividades da cadeia produtiva acontecia sem fiscalização, desde o abate até o armazenamento e comercialização.

Escutas realizadas no decorrer das investigações também aponta para outros crimes, como a utilização de carne estragada, que era previamente lavada antes de ser misturada para retirar o odor.

Além disso, o grupo é suspeito de subtrair cavalos de carrinheiros para abater e fazer hambúrgueres. Segundo o MP, os próprios carrinheiros estavam furtando cavalos uns dos outros para vender ao abatedouro ilegal.

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