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Portos do Paraná intensifica fiscalização marítima na área portuária

Ação é realizada 24 horas. O objetivo da ronda é fiscalizar embarcações clandestinas que estejam próximas ao cais durante as operações de carregame...

24/11/2021 10h25
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Por: Jaguariaiva em foco Fonte: Secom Paraná
© Claudio Neves/Portos do Paraná
© Claudio Neves/Portos do Paraná

A Unidade de Segurança Portuária (Uasp) da Portos do Paraná intensificou a fiscalização marítima de contra-bordo, como é tecnicamente designada. A ação agora acontece 24 horas, costeando todo o cais, da ponta leste do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), até a ponta oeste, onde estão localizados o píer de inflamáveis.

O objetivo da ronda é fiscalizar embarcações clandestinas que estejam próximas ao cais durante as operações de carregamento e descarga e passar orientações aos tripulantes dos navios visando intensificar a segurança na área portuária.

A medida foi implementada a partir de uma determinação da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos). Segundo o chefe da Uasp, major César Kamakawa, as embarcações têm que se manter a uma distância de pelo menos 200 metros do cais do porto.

“Às vezes o pessoal se aventura ali para atividades de pesca. Aproveitando exatamente essa questão, os mal-intencionados, ligados ao crime organizado, aproveitam também esse momento para inserir drogas nos cascos dos navios”, explica o major.

Eventualmente, quando atracados, os navios baixam as escadas de contrabordo, que dão acesso ao deck do navio, e ficam do lado oposto da visão pela terra. “Se não existisse essa fiscalização por água, dificilmente esses embarques e desembarques que acontecem através dessas escadas, e que podem em alguns casos ser considerados clandestinos, poderiam estar ocorrendo com apoio de embarcações menores, contratadas para essa finalidade”, explica.

O major afirma ainda que a escada de contrabordo pode também ser utilizada por tripulantes para embarcar ou desembarcar do navio de forma clandestina, burlando a fiscalização da autoridade portuária, inserindo na embarcação mercadorias de origem duvidosa e não declaradas perante a Receita Federal ou até mesmo favorecendo o tráfico internacional.

AÇÃO – Com apenas dois meses de fiscalização uma situação adversa já foi investigada. “Chamou atenção uma embarcação pequena que deixou mergulhadores próximos ao cais e eles simplesmente desapareceram, enquanto o barco se retirou do local. Imediatamente foi acionada a equipe do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepon), da Polícia Federal. Foi realizado um trabalho de fiscalização no casco do navio, para verificar se ocorreu alguma irregularidade ligada ao tráfico internacional. Felizmente, nada de irregular foi constatado”, finaliza o chefe da Uasp.

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