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DESTAQUE SONAMBULISMO

Fisioterapeuta cai do 3° andar de janela de hotel no RJ após crise de sonambulismo.

Médico disse que crise de sonambulismo foi causada pelo excesso de cansaço. Talyssa Oliveira Taques, de 27 anos, trabalha na linha de frente da Covid-19 e vinha de vários plantões seguidos.

23/02/2021 08h58 Atualizada há 1 semana
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Por: Jaguariaiva em foco
Fisioterapeuta cai do 3° andar de janela de hotel no RJ após crise de sonambulismo.

 

Uma fisioterapeuta de Cuiabá está internada há mais de 15 dias em um hospital particular do Rio de Janeiro, após cair do terceiro andar da janela de um hotel. A família de Talyssa Oliveira Taques, de 27 anos, criou uma vaquinha online para tentar a transferência dela para Mato Grosso.

Talyssa trabalha no antigo pronto-socorro de Cuiabá e no Hospital São Mateus, ambos referência para o atendimento de casos da Covid-19. Segundo a família, ela vinha de vários plantões seguidos e aproveitou a folga em um fim de semana para viajar com os pais e irmãos.

No entanto, na primeira noite no Rio de Janeiro, a profissional teve uma crise de sonambulismo, devido ao cansaço do trabalho, e caiu da janela do quarto onde se hospedava.

“Ela vinha de vários plantões e estava exausta. Segundo o neurologista do hospital, quando ela relaxou, teve uma crise de sonambulismo. Ela foi até a janela do hotel e escorregou. Para ela, estava indo ao banheiro”, contou a mãe de Talyssa, Angélica Oliveira.

Entenda os distúrbios do sono

Ao G1, Angélica relatou que a família saiu para jantar em um restaurante da cidade. Após a refeição, Talyssa pegou um Uber para encontrar uma amiga de profissão, que também estava a passeio na cidade.

“Elas chegaram no hotel de madrugada. Por volta das 3 horas, a amiga dela dormiu e não viu o que aconteceu. Quando ela acordou, a Talyssa não estava mais no quarto, mas as coisas dela estavam lá. A menina ficou preocupada quando acordou, mas imaginou que ela foi dormir no meu quarto”, contou.

Uma hora depois, por volta das 4h30, após ouvir gritos de socorro, um dos seguranças do hotel a encontrou na entrada do porão caída e a socorreu. Segundo a mãe, após a queda, ela ficou desacordada por um tempo e, quando acordou, não conseguiu andar para sair do local e pediu socorro.

“Fui comunicada que minha filha estava caída no porão. Em desespero, chamei o socorro e fomos direto para o hospital, onde ela está internada até hoje”, disse.

Angélica disse que a filha está no Hospital Israelita Albert Sabin, em Copacabana, por falta de vagas nos hospitais públicos da cidade. Apesar da profissional ter plano de saúde, o convênio não cobriu todo o atendimento. A despesa no local já está acima de R$ 20 mil.

“Os honorários médicos e parte da cirurgia não teve cobertura. O plano trabalha através de reembolso. Temos que fazer esse acerto para que ela seja transferida para Cuiabá. Precisamos fazer a transferência de UTI aérea. Não tem condições de ir de avião normal, porque ela não está andando. Ela sangrou muito na cirurgia. Agora está com algumas complicações no pulmão”, explicou.

Segundo Angélica, ela está sozinha com a filha no Rio de Janeiro e, longe da família, tem dificuldade para manter as despesas.

“É tudo muito difícil. As despesas são altas aqui. Ela como fisioterapeuta do hospital em Cuiabá, será mais acolhida e terá todo o apoio”, ressaltou.

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